Tenho uma dor. É uma dor aguda, latejante, persistente, daquelas que não nos deixa dormir mas que adormecemos embalados nela mesma. Quando a sinto, é tão forte que às vezes me impede de andar, respirar, ou até pensar. É uma dor que não passa com massagens, comprimidos, medicina alternativa, nem fé num Deus. É uma dor que se mantém durante todo o dia, mas que só se sente quando dela nos lembramos. É uma dor imensa, agoniante, para a qual ainda não descobri qualquer cura..
.. Tenho uma dor na alma.
sábado, 28 de novembro de 2009
quarta-feira, 18 de novembro de 2009
Mais um daqueles dias.
Hoje está a ser mais um daqueles dias.
Sinto-me calmo, demasiado calmo. A calma característica anterior a uma calamidade. Penso que o bater do meu coração passaria despercebido a qualquer exame médico. É seguro dizer que tecnicamente e em termos médicos, estou morto. E é assim que me sinto.
Durante os poucos passos que dei na rua durante o dia de hoje não vi nada nem ninguém, ninguém excepto a senhora que me cobrou 55 cêntimos pela minha bica diária. Os meus olhos semi-cerrados apenas viram imagens desfocadas, e os meus ouvidos filtraram todos os sons. Andei sozinho, andei comigo próprio. Costumam dizer:
Gostava de ser forte e conseguir perseguir algo me faça sorrir, mas nem as pequenas coisas do dia-a-dia, que faziam o meu coração palpitar com sorrisos sinceros, hoje estão visíveis. Tudo o que os meus olhos vêem, tudo o que o meu coração sente, é um enorme vazio, uma escuridão imensa. Chamem-lhe um buraco negro, se quiserem. Esse buraco negro, tal como todos os outros, absorve tudo a sua volta até não haver mais nada. Já não sobra muito para ser absorvido e o pouco que sobra não tem grande força para resistir.
Enfim, é mais um daqueles dias. Mais um daqueles dias que se transforma em semanas.. meses..
Sinto-me calmo, demasiado calmo. A calma característica anterior a uma calamidade. Penso que o bater do meu coração passaria despercebido a qualquer exame médico. É seguro dizer que tecnicamente e em termos médicos, estou morto. E é assim que me sinto.
Durante os poucos passos que dei na rua durante o dia de hoje não vi nada nem ninguém, ninguém excepto a senhora que me cobrou 55 cêntimos pela minha bica diária. Os meus olhos semi-cerrados apenas viram imagens desfocadas, e os meus ouvidos filtraram todos os sons. Andei sozinho, andei comigo próprio. Costumam dizer:
Mais vale só do que mal acompanhado.Hoje, agora, estando só, estou muito mal acompanhado.
Gostava de ser forte e conseguir perseguir algo me faça sorrir, mas nem as pequenas coisas do dia-a-dia, que faziam o meu coração palpitar com sorrisos sinceros, hoje estão visíveis. Tudo o que os meus olhos vêem, tudo o que o meu coração sente, é um enorme vazio, uma escuridão imensa. Chamem-lhe um buraco negro, se quiserem. Esse buraco negro, tal como todos os outros, absorve tudo a sua volta até não haver mais nada. Já não sobra muito para ser absorvido e o pouco que sobra não tem grande força para resistir.
Enfim, é mais um daqueles dias. Mais um daqueles dias que se transforma em semanas.. meses..
segunda-feira, 16 de novembro de 2009
E assim começa.
E assim começa o meu blog.
Este espaço é meu e só meu, ninguém mo tira. Não sou poeta, fotografo ou escritor, sou apenas uma pessoa no meio de tantas outras que tem algo a dizer. E direi, ferindo susceptibilidades ou não. Será apenas mais um prolongamento do meu ser, do que me vai na alma e na mente. Sempre que precisar exprimir algo que me atormenta ou me faça sorrir, será aqui que o farei.
Este espaço é meu e só meu, ninguém mo tira. Não sou poeta, fotografo ou escritor, sou apenas uma pessoa no meio de tantas outras que tem algo a dizer. E direi, ferindo susceptibilidades ou não. Será apenas mais um prolongamento do meu ser, do que me vai na alma e na mente. Sempre que precisar exprimir algo que me atormenta ou me faça sorrir, será aqui que o farei.
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